06/12/2019 17h32 - Atualizado em 06/12/2019 17h32

As sociedades ocidentais contemporâneas estimulam em muito o orgulho e o egoísmo, de forma inteligente e contínua, de várias formas. Uma delas é através das necessidades de prestígio e riqueza, além do necessário.  Essas carências surgem devido às comparações que fazemos com os outros de nossas relações e leva em conta o nosso orgulho de não querer ficar para trás. Nas mídias sociais, de forma abundante, aparecem histórias de iniciativas de sucesso, dando impressão que tudo é possível, num passe de mágica. Atrás desse mecanismo está a geração de expectativas ilimitadas, fazendo com que o departamento de Desejo do indivíduo sempre queira mais, geralmente, num curto espaço de tempo, sem dimensionar se realmente tem competência para isso. Nessa situação, geralmente, o indivíduo obcecado com seu plano não consegue valorizar como deveria os ganhos obtidos, até então. Tudo parece não ser suficiente.  A valorização das conquistas dura muito pouco e rapidamente cai no esquecimento, demonstrando ausência de gratidão. Lembrando que fora da gratidão a tendência é a tal da lamentação.

Com isso, o que se vê é uma sociedade de pessoas com problemas psicológicos, jamais vista em toda a sua história, não que este seja único motivo.

Allan Kardec (1804 – 1869), um influente educador, autor e tradutor francês,  através de muitos estudos e experiências, comprovou e documentou a existência de reencarnação e consequentemente de vidas anteriores. Ele trouxe explicações lógicas para determinados casos de situação de pobreza.

Uma delas é com relação a lei da ação e reação. Vamos supor que uma pessoa venha nascer em uma família riquíssima e traz na sua consciência a missão de levar benefícios para muitas pessoas, gerando empregos e auxílios as entidades beneficentes da sua comunidade, mas se perde por completo no pecado capital da luxúria. Em próxima vida, é grande a possibilidade desse camarada vir a nascer pobre para, no mínimo, aprender a utilizar os recursos emprestados de forma útil e se desenvolver no altruísmo. Nesse caso, nessa vida posterior, com o maior respeito à lei da meritocracia, pode-se utilizar todas as boas práticas para se obter o sucesso, que não ocorrerá no tempo desejado, dependendo essencialmente da redução do seu orgulho e egoísmo.  Nessa linha de raciocínio, se torna compreensível o fato de Deus permitir um filho seu nascer, por exemplo, em um país africano extremamente carente, e outro nascer em família milionária, nos Estados Unidos da América.

Se cada um olhasse mais para si e menos para o outro, teríamos muito mais pessoas equilibradas e felizes.

Olhar para si significa esforçar-se para ser hoje melhor do que foi ontem, e amanhã melhor do que hoje.  Fora disso é viver a vida do outro e, com isso, gerar desperdício de sua vida.

Tem de sonhar. Quem não sonha, morre. Mas, sonhar não com os pés nas nuvens.